
Nos últimos anos este tema tem ganhado muita força nas redes sociais, sobretudo pela divergência de opiniões sobre o assunto. Hoje vamos falar sobre cama compartilhada, quais são os prós e contras para que você possa analisar e avaliar de acordo com a sua realidade.
Cama compartilhada, ou “Bed Sharing” é o termo usado para indicar a prática de permitir que o filho durma na mesma cama que os pais.
Isso é bastante comum, você provavelmente conhece alguma criança que dorme com os pais, ou até tem uma criança que compartilhe a cama contigo. Muitas vezes isso é feito com o objetivo de acolhimento, e não apenas das crianças, mas por vezes, também dos pais.
Na tentativa de conciliar o sono dos pais e do bebê, muitas famílias adotam essa prática.
Apesar de ser algo muito presente nos lares brasileiros, as opiniões entre os especialistas são muito divergentes. Existem os prós e contras da “Cama Compartilhada”, por isso trouxemos essas informações para que você possa decidir se adota ou não essa prática.
Confira!
PRÓS: Cama Compartilhada
Criação com apego
A principal vantagem dessa prática esta associada a criação com apego e proximidade.
A criação com apego e baseada em oito princípios, e um deles é “Garantir um sono seguro: física e emocionalmente”.
De acordo com o pediatra norte-americano William Sears, a cama compartilhada feita quando o bebê esta amamentando, é considerada benéfica para a qualidade e segurança do sono, já que o bebê se sente emocionalmente mais seguro para voltar a dormir depois de um despertar noturno quando esta junto à mãe.
O pediatra considera que isso favorece o desenvolvimento do bebê.
Aleitamento materno
A prática da cama compartilhada pode estimular o aleitamento, já que a facilidade de amamentar nestas condições é maior. A mãe não precisa se deslocar para alimentar o bebê, sendo possível fazê-lo inclusive sem estar completamente desperta.
Isso traz mais comodidade às mães, sobretudo quando o bebê não está ganhando peso corretamente e precisa ser alimentado com maior frequência.
Conforto
O puerpério é uma fase muito difícil para a nova família, principalmente quando se trata do primeiro filho.
Nesse período, além de toda a carga hormonal e emocional, ainda é preciso lidar com a mudança brusca na rotina, o que pode trazer uma exaustão física e mental. Neste cenário, ter o bebê junto consigo durante a noite traz muito mais conforto, principalmente para a mãe.
CONTRAS: Cama Compartilhada
Síndrome de Morte Súbita do Lactente (SMSL)
A Síndrome de Morte Súbida do Lactente (SMSL) é definida como o óbito inesperado do bebê, e mesmo após autópsia e revisões no quadro clínico, essa morte não pode ser explicada.
A academia Americana de Pediatria não recomenda dormir junto com o bebê, já que o risco da Síndrome de Morte Súbita do Lactente é maior nessa condição, principalmente no primeiro ano de vida. De acordo com estudos realizados nos EUA, nos últimos anos, entre os mais de oito mil casos de morte súbita registrados no país, 69% deles ocorreram com bebês que dormiam dessa forma.
Risco de Sufocamento
Muitos especialistas alertam para o risco de sufocamento ao realizar a cama compartilhada.
O sufocamento acidental ou até mesmo estrangulamento pode acontecer porque os bebês não tem controle de seus movimentos, e não conseguem virar-se sozinhos. Podem sufocar-se com os travesseiros, cobertas, lençóis e até mesmo a própria roupa dos pais.
Também pode acontecer por uma falta de controle de movimento dos pais, já que é normal perder a consciência durante o sono profundo.
Nos últimos anos, o número de bebês que faleceram por sufocamento acidental ou estrangulamento, enquanto faziam o uso da cama compartilhada, aumentou consideravelmente de acordo com os números da academia Americana de Pediatria.
Dependência
Acostumar o bebê a dormir com os pais, pode ser prejudicial para a independência do sono do bebê, já que causa uma dependência emocional.
Quando o bebê for maior, e os pais quiserem colocá-lo para dormir sozinho, a dificuldade será enorme, já que o mesmo terá um sentimento de abandono e falta de segurança.
A Decisão é da Família

Não existe um consenso entre os profissionais sobre a recomendação dessa prática. Enquanto alguns alertam para os “CONTRAS” em aderir a cama compartilhada, outros alertam para os “PRÓS”.
É importante que cada família avalie a sua realidade, já que as necessidades podem ser totalmente diferentes.
Sendo assim, antes de adotar essa prática é importante conhecer os diferentes pontos de vista e considerar os cuidados antes de tomar uma decisão.
Mas com certeza, ao optar pela prática, é extremamente importante tomar medidas de segurança para proteger a vida e a integridade do bebê ainda tão vulnerável.
A cama compartilhada pode funcionar perfeitamente para algumas famílias e para outras, pode não trazer nenhum benefício, por isso a decisão deve ser de cada família, se adaptando e entendendo que isso pode trazer consequências para o futuro da criança.




