Mãe à Deriva

Relato nada romântico de como esse blog nasceu.

O “Mãe à Deriva” surgiu numa terça-feira de manhã, exatamente 18 semanas e 2 dias depois que eu fiz xixi em um palitinho e dois risquinhos cor de rosa me indicaram que eu já não seguia sozinha.

Eu descobri minha gestação justo no começo, com apenas 2 semanas (na verdade, descobriram pra mim, sabe aquela amiga que a cada comentário seu, afirma “você está grávida”, e de tanto escutar, você resolve fazer o teste? Então…). Naquele momento, eu “só” estava grávida, e eu encarei como se tivesse comprado um celular novo; era legal, mas era uma coisa comum, que acontece com milhares de pessoas todos os dias. Segui conciliando dois empregos, com uma rotina de 12 horas de trabalho diárias, com os famosos enjoos hor-rí-veis do primeiro trimestre e o cuidado da casa. 

Com 19 semanas de gestação comecei a sentir o bebê mexer. Com 20 semanas, me bateu um desespero, “metade da gravidez já passou, e eu ainda nem sei qual será o nome do meu filho”, ainda com 20 semanas meu corpo pediu “arrego”… Uma visita à Urgências e um atestado médico: “é hora de ficar em casa, descansar, cuidar de você e do seu bebê”

Ainda no consultório, eu, a “mãe desnaturada”, percebi que um dos principais requisitos para ser uma boa mãe, eu já tinha: pensar e fazer várias coisas ao mesmo tempo. Enquanto a médica me dava um sermão sobre a importância de descansar, e me recomendava meditações matinais, eu já pensava na quantidade de coisas que eu tinha que estudar, entender, comprar, e preparar para a chegada do bebê. 

Cheguei em casa, liguei o computador e consultei o “pai dos burros” (vulgo Google). Pronto, entendi e aceitei que eu não sabia nada. Termos como “Tummy Time” começaram a surgir, e eu sem a menor ideia do que isso poderia significar. Coletor de leite… QUE? Como assim? Temos que fazer “ordenha”? Moisés ou Berço? Oferecer ou não oferecer chupeta? Que história é essa de confusão de bicos?

Em seguida, fiz um Story no Instagram desabafando com as amigas do quão complexo era esse universo, e percebi que eu não era a única que me sentia perdida; mas era a única, entre todas as minha amigas grávidas (parece que os astros se alinharam e engravidamos todas ao mesmo tempo), que gostava de pesquisar, entender e compartilhar quais eram as melhores soluções para aquelas questões maternas. 

Dessa forma surgiu o “MÃE À DERIVA”, porque ao contrário do que me parecia até então, as mães não nascem sabendo. Esse é um espaço para compartilhar experiências, recomendações e fazer com que o seu maternar seja um pouco mais leve. 

Mamães, vamos juntas?